AGUIRRE É O QUE TEMOS PARA 2018

 

Gostando ou não, Aguirre é o que temos para 2018

Os números não são favoráveis ao nosso técnico. Segundo o Footstats, o número de passes errados subiu com o uruguaio. As eliminações no campeonato Paulista e na Copa do Brasil não devem ser debitadas em sua conta, mas fora o empenho demonstrado em campo, nada de novo foi colocado em prática na sequência de fracassos.

Aguirre teve pouco tempo para formar o time e jogou apenas jogos decisivos. Assumiu um elenco desmotivado, sem um padrão tático e acostumado com fracassos consecutivos. Dessa realidade, em um mês, o estado anímico da equipe melhorou muito, mas o resto continuou do mesmo jeito.

O que mais preocupa é a dificuldade que Aguirre mostra em montar o time titular. Seu padrão tático é imprevisível, nem adversários e, me parece, nem os próprios jogadores sabem como vão jogar. Contra o São Caetano ele treinou com 3 Zagueiros a semana toda, mas na hora do jogo preferiu uma linha de 4 defensores.

Mas até aí é normal para quem está testando as possibilidades, no entanto ele vem insistindo em jogar com pontas e alas cruzando e alçando bolas na área. O tal do Chuveirinho é a jogada mais antiga, previsível e inútil do futebol. Segundo o Footstats as equipes da Série A precisam de mais 40 cruzamentos para que um seja convertido em gol.

No SPFC esse número deve ser ainda pior, pois essas bolas são levantadas na área, mas centroavante não é escalado pelo treinador e também não contamos com jogadores altos, especialistas em cabeceios no ataque ou meio campo. Então por que essa opção? Porque se preocupar tanto com pontas e alas, se não há finalização pelo alto?

Começamos o torneio jogando contra os dois piores times do Campeonato Brasileiro. Sofremos muito contra o Paraná em casa e fomos ineficazes contra o Ceará em Fortaleza.

Especificamente nesse jogo, Aguirre foi muito mal desde a escalação até às alterações. Em sua defesa pode se dizer que o elenco veio de uma eliminação pesada contra o Atlético-PR e que muitos jogadores estavam sem condições de atuar.

Se Aguirre não encontrar um padrão tático rapidamente, a temida 19ª eliminação consecutiva em Mata Matas irá acontecer na Copa Sul-Americana. Mais uma vez iremos dizer que o técnico precisa de tempo, paciência, compreensão, amor, carinho e passar paninho. Não tenho dúvidas que o uruguaio vai até o final da temporada no SPFC e que trocar de treinador seria muito pior para o Clube. Mas deixar de apontar os equívocos que vem ocorrendo também é péssimo para todos.

Vou ser um dos primeiros a elogiar os avanços do time e do técnico quando ocorrerem, afinal é visível o ganho de empenho, raça e dedicação dos jogadores, coisas inexistentes no período de Dorival Jr., Mas na parte tática não vi nada de novo, além de dúvidas e insegurança.

Boa semana a todos,

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