ANALISE TÁTICA SÃO PAULO X BOTAFOGO

 

 

Boa tarde nação tricolor.

Ontem no Morumbi começou a nascer o São Paulo versão 2018; evidente que não foi o primeiro jogo da temporada, mas foi o primeiro em que Dorival teve a sua disposição o elenco completo e, embora sem o condicionamento físico ideal, os principais reforços contratados para a temporada.

1º tempo.

O tricolor foi escalado no sistema 4-3-3 com: Sidão; Militão, Rodrigo Caio, Bruno Alves e Reinaldo; Petros, Jucilei e Nenê; Marcos Guilherme, Diego Souza e Brenner. Na teoria Diego Souza fez a função de centroavante e Brenner, de ponta esquerda. No entanto, não pratica se viu outra coisa: Petros atuou praticamente como um meia e o mesmo se aplica a Brenner e Marcos Guilherme; desta forma o São Paulo atuou num sistema 4-1-4-1 e os constantes recuos de Diego Souza para o meio deixou o time sem uma referência na área.

A falta da referência se fez sentida nos primeiros minutos quando Nenê cruzou pelo menos três bolas na área e não havia lá o “nove” para empurrar a bola para as redes; além disso o sistema foi responsável pela fraca atuação de Brenner, totalmente fora de posição, e Petros pelo mesmo motivo; e causou uma distância muito grande entre Jucilei e os 4 jogadores que compunham o meio-campo; Dessa forma embora na teoria o time tinha cinco jogadores no meio campo na prática se viu um buraco enorme no setor e o Botafogo que é um bom time, teve três oportunidades claras de marcar (sendo duas bolas na trave), o sistema não funcionou, pois mesmo com cinco jogadores no meio-campo o São Paulo não conseguiu marcar bem nem criar.

2º tempo.

Dorival trocou Brenner por Cueva e na teoria o time passou a atuar no 4-4-2 com: Sidão; Militão, Rodrigo Caio, Bruno Alves e Reinaldo; Petros, Jucilei, Cueva e Nenê; Marcos Guilherme e Diego Souza. Mas na pratica o São Paulo atuou num: 4-2-3-1 com Petros recuando para volante junto com Jucilei, Nenê atuando como um meia esquerdo aberto, Marcos Guilherme como um meia direito aberto e Cueva sem posição fixa, hora revezando com Nenê e hora revezando com Marcos Guilherme, Diego seguiu como falso nove, mas voltando muito e deixando o time sem uma referência.

Aos cinco minutos Nenê lançou para Reinaldo que foi à linha de fundo e deu bela assistência para que Diego, vindo de trás, marcasse o primeiro gol do São Paulo. Aos 9 e aos 22 minutos Sidão salvou o tricolor de levar o empate e aos 23 foi a vez de Rodrigo Caio nos salvar. A mudança de Dorival fez com que o São Paulo dominasse o jogo por mais ou menos 20 minutos, depois o Botafogo equilibrou a partida, alguns jogadores cansaram, principalmente Jucilei que correu muito no primeiro tempo e Nenê que aos 33 minutos deixou o campo para a entrada de Shaylon que aos 37 cobrou escanteio no qual Bruno Alves sofreu penalidade convertida por Cueva e dando números finais ao placar: São Paulo 2 X 0 Botafogo.

Analise do jogo:

O resultado foi justo? Sim, pois o São Paulo venceu graças às suas individualidades; mas podia ter perdido? Sim, pois o Botafogo no geral foi mais time e teve mais oportunidades, o tricolor tem mais qualidade individual e essa qualidade decidiu o placar. Destaco Nenê, Marcos Guilherme e Cueva ofensivamente, junto com Diego que fez o gol… E Rodrigo Caio e Sidão defensivamente, outro que merece destaque é Reinaldo. Penso que individualmente esses jogadores foram os responsáveis pela vitória, pois coletivamente e taticamente o time foi uma bagunça.

A escalação do primeiro tempo anulou a meu ver: Brenner, Petros e sobrecarregou Jucilei; dessa forma o time do segundo tempo me parece no momento mais próxima do ideal para esse elenco, talvez um 4-4-2 sem a necessidade de jogadores fixos pelas pontas fosse o mais apropriado, mas precisamos ver mais jogos para ter uma opinião mais consistente, ainda tem Trellez para estrear e precisamos ver todos no auge de suas condições físicas para ver exatamente o que cada um pode fazer.

Um abraço a todos e fiquem bem.

Guine

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Discussões e opiniões sobre futebol e sobre o Tri-Mundial.

Sobre Vagner Castro 412 Artigos
Vagner Castro, 46 anos, agente de viagens e idealizador/fundador do Tricolor On The Rock após passar por blogs como Lance Activo, Força Tricolor e Isto é SPFC. #AquiÉSãoPaulo SEMPRE.