BOA NOITE, CINDERELA? NÃO; BOA NOITE, TRICOLOR!

Tricolor

 

Apagão. Essa é a palavra que define o São Paulo tanto na partida de ontem, quanto no segundo turno como um todo; com o desempenho risível de duas míseras vitórias em 11 rodadas! E mais uma vez tivemos uma partida nada empolgante do nosso Tricolor em pleno Morumbi.

Pouco mais de 13 mil corajosos torcedores se dispuseram paciente e esperançosamente a acompanhar mais um jogo do São Paulo. O resultado? A certa altura da partida ouvia-se claramente gritos de “não é mole, não. Eu ‘tô’ cansado de time amarelão!”. Doloroso afirmar que foi mais um embate digno de dar sono! Poucas chances claras de gol e todas magistralmente desperdiçadas.

É necessário fazer algumas observações pontuais:

  1. Estamos carentes de finalizadores de qualidade, o time não arrisca de longe e vemos pouca efetividade. Nas raríssimas vezes que a bola chega à área adversária é lugar comum as bolas serem isoladas.

  1. Aguirre parece ter perdido sua habilidade para montar o time e alterá-lo neste segundo turno. Aquelas substituições que ninguém entendia, mas que surpreendiam porque surtiam efeito, hoje não têm mais o mesmo resultado. Aquele que antes poderia ser enquadrado como arrojado, hoje merece o adjetivo de medroso.

  1. Rojas caiu HORRORES de produção! Passou de uma grata surpresa de boas assistências para fominha que desperdiça todas as finalizações ao invés de servir companheiros melhor posicionados.

  1. Gonzalo Carneiro está em alta. Uma verdadeira pena, visto o atual momento do time não ajudar em nada. Faz boas jogadas, dá chapéu, cruza…
  1. Jean, apesar de estar longe do ideal para o gol Tricolor, salvou o time na última bola do jogo do Furacão. Tivéssemos Sidão em seu lugar ontem e o empate difícil de se engolir, certamente viraria uma derrota amarga dentro de casa!

Em suma, mais um empate do São Paulo dentro de casa por culpa exclusiva do próprio time. Até a torcida já se cansou dessa postura apática que o Tricolor está tendo dentro de campo. Todos sabíamos que a intenção este ano não era título, mas a busca por uma vaga na Libertadores. O problema foi a expectativa gerada no torcedor de um heptacampeonato, diante de um desempenho espetacular no primeiro turno. É preciso fazer uma análise séria do que foi que causou esse apagão do time no segundo turno e corrigir essa falha urgentemente, já que corremos o sério risco de não ter nem o objetivo inicial alcançado (vaga na Libertadores) se o São Paulo continuar com essa brincadeira.

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