EDITORIAL: INSANIDADE F.C.

 

Salve nação tricolor.

Antes de começar esse post, quero deixar claro que não vivo a política do clube, não me importo, nem me interesso com isso, mas vejo que é o momento de uma manifestação de alguém que ama demais o clube e, por estar de fora e sem um lado na política, é isenta e sincera.

Nota!

Insanidade é o substantivo feminino que significa loucura, demência, doidice, insânia. Foi atribuída a Albert Einstein a seguinte afirmação sobre insanidade: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.

O São Paulo Futebol Clube vive o pior momento de sua história, a administração Leco, que começou após a renúncia de Carlos Miguel Aidar, até aqui, é uma das piores da história do clube, talvez só não é pior mesmo que a de seu antecessor Aidar (que por acusações de corrupção teve que renunciar), corrupção essa que nunca foi devidamente explicada.

Pois bem, Insanidade; é essa a realidade em que se transformou o SPFC.

 

A política atormenta o tricolor há muito tempo, mas isso piorou muito quando Juvenal Juvêncio mudou o estatuto do clube para se reeleger, desde então o São Paulo é dominado pelo mesmo grupo político e a vida do “soberano” se transformou em uma profunda guerra. Durante o tricampeonato brasileiro conquistado entre 2006 e 2008, essa guerra ficou ofuscada pelas conquistas, mas em 2008 esse sistema já se mostrava nocivo para o clube e chegou ao que vemos hoje, o ápice da insanidade.

É incompreensível um candidato como Leco, que pela amostra que deu após a renúncia de Aidar, se mostrava um administrador fraco e indeciso, ter sido eleito; existe algo mais insano do que isso? Sim, existe; a oposição que perdeu a eleição nas urnas resolveu antecipar o pleito de 2020 (daqui a três anos) e já começou a disputa, pedem a renúncia do presidente eleito há três meses e aproveitam o mal momento do clube para inflar a torcida e tentar, a qualquer custo, criar um ambiente insustentável para o presidente, talvez a queda para a segunda divisão seja a única forma de a pressão chegar a um ponto de Leco renunciar; você torcedor, sócio e conselheiro de situação ou oposição, quer isso?

Em 2013, quando o clube lutou contra o rebaixamento, a gente pensava que tinha chegado ao fundo do poço, ledo engano; Em 2017 estamos vendo que o fundo do poço tinha subsolo, pois a situação hoje é pior, afinal naquela época havia mais união, o que vemos hoje é uma guerra política declarada, onde o que menos importa, para ambos os lados, é a instituição.

Leco não vai renunciar, vai ficar até 2020; portanto o que nos resta é cobrar mudanças no departamento de futebol, precisamos de alguém para fazer o que fez um dia Marco Aurélio Cunha, alguém que se identifique com o clube, respeite a torcida e cumpra exemplarmente o papel de transição entre diretoria e boleiros. Fazer campanha pedindo renúncia de Leco em nada adianta, muito pelo contrário, leva para a Barra funda o clima de divisão e guerra que existe no clube, e eu peço que você analise: isso de fato ajuda? A quem? Resolve nossos problemas? Os resultados no campo vão derrubar um presidente? Ou teremos outro técnico e outros jogadores contratados?

O São Paulo tem contratado e dispensado jogadores e treinadores, mais pensando na política do que na parte técnica, e a cada fracasso a oposição vê uma brecha para criar dificuldades para a situação, que por sua vez toma outra decisão política e esse círculo vicioso nunca termina, o resultado? A gente vê em campo: três eliminações na temporada, um ídolo “queimado”, praticamente dois elencos mal montados e sabe o que é pior? Ainda estamos em julho…

Precisamos que as pessoas que hoje comandam o clube e aquelas que querem comandar um dia, façam uma trégua, esqueçam um pouco o poder e pensem na instituição, pois acreditem, se o clube cair para a segunda divisão não haverá vitoriosos, quem vai cair não será Leco e sim o São Paulo Futebol Clube, e essa mancha será eterna na história do São Paulo, não importa quem venha a governar o tricolor, a marca de rebaixado jamais será apagada.

Não adianta perseguir jogadores e pedir sua saída, todos têm acesso às redes sociais e essa perseguição não afeta somente o perseguido, mas a todos do elenco e o resultado é insegurança e falta de confiança, e basta ter uma oportunidade e vão fazer o possível para sair. Não adianta pegar no pé de Dorival por causa de suas escolhas, afinal ele está chegando, vive o dia-a-dia do clube, sabe o que deve fazer e tem condições para isso. Não sejamos insanos, não adianta continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes, pois no ritmo que o clube está, a política, situação e oposição, vão derrubar esse gigante para a segunda divisão.

Guine.

 

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