Le Rendez-Vous – Eurocopa 2016

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Olá amores, tudo bem com vocês?

 

Em meu texto publicado em 24/3/2016 marcamos um compromisso. O slogan do campeonato foi revelado em Marselha e Le Rendez-Vous, coincidentemente, em bom português significa: O Encontro.

E eu estou aqui, pronta, para que possamos nos encontrar e curtir juntos essa viagem pela Eurocopa, que começou há uma semana em Paris.

Muito se fala que o futebol dos selecionados perdeu a relevância, que a maioria das seleções se aproximam muito, em contrapartida ficando distantes dos super times de clubes. Será mesmo? Eu ainda vejo simbologia nas seleções, na mística das camisas e a verdade é que quando começa um campeonato como esse, qualquer teoria cai por terra e a gente quer mais é saborear.

A começar pela anfitriã França que sofreu, mas venceu em sua estreia. Favorita? É possível, além de jogar em casa, essa nova geração mostra força, mesmo diante de tanta polêmica envolvendo a não convocação de determinados jogadores, dentre eles Benzema.

A tensão natural do pontapé inicial atrapalhou a equipe de Deschamps que tinha a obrigação de se impor frente à Romênia. E o time que já teve como protagonista, Gheorghe Hagi, estrela maior de outrora, veio compactada o suficiente para neutralizar a criação francesa.

Sendo assim, sobrou para Payet mostrar o seu valor e foi o que aconteceu. A linha de quatro homens com Matuidi, Griezmann e Pogba, sob a proteção de Kanté até que funcionou, abrindo espaço para a atuação de Sagna e Evra.

As alterações na França também fizeram efeito e embora tenham sofrido o empate, a versatilidade do elenco fez diferença e a atuação de Payet foi coroada com um golaço que o levou às lágrimas.

O que também quase levou a torcida francesa a chorar foi o fato de Deschamps ter deixado Griezmann e Pogba no banco na segunda rodada contra a Albânia. Juro que eu adoraria entender o que se passa nas entranhas da mente de um técnico.

Obviamente, não deu certo. E ele precisou lançar mão de suas estrelas no segundo tempo diante de um adversário não tão forte, mas voluntarioso e organizado. Espero mais dos Bleus, novamente, Payet foi o nome do jogo. Bonito de ver.

Já não posso dizer o mesmo do lance em que o English Team cedeu o empate à Rússia aos 47 minutos do segundo tempo. Que vacilo da defesa! Joe Hart vivendo o seu momento Denis! E o time da rainha manteve a escrita de nunca vencer a partida de estreia da copa do continente.

Sinceramente foi um balde de água fria, pois em minha opinião, a Inglaterra fez uma boa partida. Ok que pecou nas finalizações, grande mal que assola a maioria dos times, mas mandou no jogo e obviamente foi punida por não aproveitar devidamente a vantagem que estabeleceu.

Confesso que gosto desse time inglês. Na etapa inicial foi muito bem, especialmente pelas laterais e também com Wayne Rooney jogando na armação.

A defesa armada por Roy Hodgson também estava segura até o lance capital, no qual entregou a vitória de bandeja. Vida que segue. É um bom time, com recursos para um ótimo campeonato, contudo precisa tentar afastar a síndrome de cavalo paraguaio. Ainda há tempo.

Por falar em tempo, três minutos em campo e um passe açucarado de Ozil foram suficientes para aquele que já fez os meus olhinhos brilharem, Schweinsteiger, matar o jogo para a Alemanha contra a Ucrânia.

A última campeã do mundo encarou um adversário, no mínimo, chato. Neuer, o goleiro e lindo, foi o nome da partida, pois se não fosse ele, talvez a zebra tivesse dado as caras em Lille, cidade ao norte da França, perto da fronteira com a Bélgica.

Destaques da partida para Kross e Mustafi, não à toa, personagens do primeiro gol alemão, ambos com extrema qualidade tanto ofensiva quanto defensiva. Além de manter a tradição de sempre vencer na primeira partida da Euro, a Alemanha também nos mostrou que o lugar de Schweinsteiger não é no banco. Viu, Joachim Löw, seu porcalhão… rsrs…

Não tem como falar em tradição e não pensar na minha Fúria. A seleção da Espanha foi a que mais levantou taças desse torneio. A estreia foi daquelas, “venceu e não convenceu”, mas sigo firme na torcida por um melhor futebol.

A República Tcheca não ofereceu perigo nenhum, verdade seja dita. Contudo, La Roja ficou no tiki-taka de extremo e paciente toque de bola, finalizando pouco e mal.

O gol saiu na bacia das almas, segundo o apresentador de A Bela e os Feras e filósofo Bruno Gotardo, em jogada barcelonista com a maestria de Iniesta para a conclusão de Piqué. David Silva, para quem, essa que vos escreve sempre torceu o nariz, fez uma ótima e inspirada partida. Diferente de Fabregas que, infelizmente, não merece a titularidade, mesmo porque, cá entre nós, Koke está voando baixo. Só Del Bosque não vê…

Se o espanhol finge que não vê, não podemos dizer o mesmo do italiano Antonio Conte que chegou à França com a sua Azzurra desacreditada e fez uma estreia digna em Lyon.

A Itália teve uma convocação extremamente cornetada por muitos, inclusive eu, ré confessa. Não há como negar que é um time diferente. Se antes havia uma referência de nível ofensivo, hoje se mostra uma equipe fortemente defensiva.

E justamente isso é que tem feito a diferença. Além do mais, vejo uma Azzurra mais vibrante que dá o recado sempre que exigida. A camisa pesa e nos dá a impressão que pode dar trabalho.

Já a Bélgica, é teoricamente um time forte, com bons recursos, mas não mostra alma, nem camisa. É bom que comece a mostrar mais serviço. Ainda que na última Copa tenha avançado, o futebol com a bola rolando não corresponde à expectativa que individualmente a torcida tem em seus jogadores.

Sobre Portugal e Islândia deixarei apenas um comentário: Cristiano Ronaldo, se atenha em apenas fazer o seu ofício que é jogar futebol.

Embora ainda seja cedo, Junto com Payet, em minha opinião, Marek Hamsik da Eslováquia pinta como mais um nome de destaque do torneio. O titular absoluto do Napoli há nove temporadas chama os holofotes para si assumindo com toda a propriedade o papel de protagonista da sua modesta seleção, que a partir da sua qualidade pode se tornar competitiva, por que não?

Tem muita bola para rolar e eu gosto assim!

Na semana que vem estarei de volta aqui com muito mais. Temos mais um encontro marcado. Vem comigo?

Um beijão e até a próxima,

Pri

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