PARA VOLTAR A SER SÃO PAULO, POR MARCELO PORTUGA

 

No final de 2013, após o até então pior ano da história do SPFC, o Tricolor On The Rock fez uma série de entrevistas com os são-paulinos mais influentes segundo nossa e equipe. Essa série se chamou: “Meu Tricolor em 2014″.

Pois bem, estamos aqui mais uma vez, após um ano em que mais uma vez o clube esteve perto de cair para a série B e a única coisa que o torcedor tricolor pode “comemorar” é o famoso: Time Grande Não Cai. Mais uma vez vamos fazer uma série de entrevistas, mais uma vez vamos convocar os tricolores para debater nosso SPFC em busca de sugestões de quem ama o clube. E alguém ama mais que o torcedor? Não.

O entrevistado de hoje é Marcelo Portuga, vamos às perguntas:

TOTR: Quem foi o grande responsável pelo péssimo ano do Tricolor e por quê?

 

Marcelo: Sem sombra de dúvidas que o grande responsável é o nosso presidente Leco e o antigo diretor de Futebol Vinicius Pinotti. O motivo é simples, em 2017, não tivemos planejamento algum. Foram vendidos jogadores promissores como Neres e Araújo e a reposição não foi a altura. Elenco mau montado, troca de comandante e má gestão do futebol

TOTR: Qual o principal motivo para o SPFC estar nessa situação? Elenco caro, bons treinadores, mas que; desde 2013 com exceção ao bom trabalho de 2014, vem colecionando fracassos e flertando com a segunda divisão?

 

Marcelo: Acredito que a constante troca de treinadores e a ingerência que tivemos no futebol nesses 4 anos. Faltou um “homem forte” no futebol do SPFC. Quando fomos tricampeões brasileiros com o Muricy, o sucesso se deu a manutenção do treinador e ter uma base do time com boas reposições.

TOTR: Rogério Ceni iniciou o ano com técnico do SPFC, mas não suportou as eliminações no Paulista, Copa do Brasil, Sul-americana e o Z4 no Brasileiro; você acha que era a hora de Ceni? Como analisa o trabalho dele no comando tricolor?

 

Marcelo: Gosto muito do Ceni, um cara inteligente, são paulino de coração, honesto e cheio de boas ideias, mas a falta de experiência dele no cargo, acabou minando a passagem dele como nosso treinador.Ao meu ver ele deveria começar como auxiliar ou nas categorias de base. Além disso, Ceni errou na montagem da comissão técnica dele, acredito que deveria ter alguém com mais bagagem no futebol ao seu lado.

 

TOTR: Para alguns torcedores um dos erros da direção é a constante mudança de treinadores, você concorda com essa afirmação? Sobre Dorival, você acha que ele deve ser mantido ou deve sair? Se sair, quem você contrataria?

 

Marcelo: Concordo. Treinador de futebol tem que ter tempo pra implantar suas ideias e conhecer o elenco. Além disso tem que ser experiente. Eu gosto do Dorival, é um cara com boas ideias e que sabe levar o dia a dia com os jogadores. Caso ele saia, gostaria de ver o Jardine no time principal, faz um belo trabalho na base e está adquirindo experiência

 

TOTR: O elenco tricolor está entre os mais caros do país e conseguiu apenas a 13ª campanha no Brasileiro além de eliminações no Paulista, Copa do Brasil e Sul-americana; levando em conta que times com orçamentos mais baixos conseguiram resultados importantes, qual você acha que deveria ser a política do São Paulo? Salários altos, jogadores baratos, apostar na base?

 

Marcelo: O SPFC perdeu um pouco a sua essência nos últimos anos. O SPFC sempre mesclou a base com jogadores experientes e que lutavam muito em campo. Era uma mistura de juventude, experiência, talento e vontade. Acho que devemos voltar a pensar e a agir como era antes.

 

TOTR: Qual o setor ou setores que em sua opinião nosso time mais precisa de reforços?

 

Marcelo: Ataque.

TOTR: Setores da torcida criticavam muito o trabalho de Pinotti, como você avalia o trabalho dele? Você gostou da troca por Raí?  Qual sua expectativa com relação ao trabalho do ídolo tricolor no comando do futebol?

 

Marcelo: Pinotti é um grande são paulino, mas não conhecia o mundo do futebol á fundo. É um empresário de sucesso, mas como diretor não conhecia nada. Gostei muito da troca, Raí é do ramo, tem cursos, e sabe os caminhos pois já vivenciou muita coisa como jogador. Acho que vai fazer um grande trabalho, se tiver tempo e apoio para isso.

TOTR: Existe informações de que a atual administração estaria pagando as dívidas do clube com austeridade e vendendo jogadores, você tem alguma informação nesse sentido? Como você vê essa política? Esse é o caminho certo?

 

Marcelo: Esse é o caminho mais difícil. A marca SPFC hoje é muito mau trabalhada ao meu ver em termos de Marketing. Nossa torcida mostrou a cara, apoiou o time em todos os jogos. Se nosso marketing trabalhasse a marca SPFC pensando nesses torcedores que foram e vão ao estádio, com boas ações, preços justos, seria uma bela fatia de receita. Além disso, na situação econômica atual, é impossível ficar sem vender jogadores, mas isso tem que ser feito de forma consciente.

TOTR: Por último, quais as suas expectativas em relação ao time para 2018?

Marcelo: São muito boas, acredito que o Rai vai nos presentear com pelo menos 3 bons reforços. Se a base for mantida, como Petros, Hernanes, Pratto e a manutenção do treinador, sem dúvida teremos um 2018 mais feliz que o ano de 2017. O SPFC precisa voltar a brigar por títulos e o próximo ano é o ano da virada, vamos com tudo.

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