A saga do 6-3-3: Bi-Mundial e Valeu Mestre Telê

A Saga do 6-3-3 Especiais



 

Salve Nação tricolor e rock´n´roll

 

Continuando com saga do 6.3.3 e por nossa viagem no tempo hoje é dia de falar sobre o bicampeonato mundial que o Maior do Mundo conquistou em 1993. O tricolor já não tinha em seu plantel o Rei Raí, dono do Mundial de 1992, mas tinha um time de carregadores de piano e craques, como esquecer a segurança de Zetti, Ronaldão, Doriva e Dinho? Da categoria de Válber, Leonardo, Cerezo e Palinha? Do incansável Cafú? De Andrés Luís que jogava tão simples e do oportunismo de Muller? Todos esses homens comandados pelo Mestre Telê Santana era garantia de vitória, de Bi-Mundial e de ver o nome do SPFC marcado de forma definitiva na história do Futebol Mundial.

 

6-3-3 fundo branco

O Mundial de 1993 foi disputado na cidade de Tóquio, no Japão, em 12 de dezembro de 1993. O confronto envolveu o São Paulo, do Brasil, campeão da Taça Libertadores da América, e o Milan, da Itália, vice-campeão da Liga dos Campeões, que substituiu o Olympique de Marselha, da França, suspenso pela UEFA por um escândalo de compra de árbitros no Campeonato Francês. Comentando a final do Mundial entre São Paulo e Milan, o jornal espanhol El Mundo Deportivo comentou que seria uma final histórica independente do resultado: se o São Paulo vencesse, se igualaria ao mítico Santos de Pelé, com duas conquistas mundiais e de Libertadores; se o Milan vencesse, se tornaria o primeiro clube tetracampeão da competição, com o jornal espanhol adicionando que ela era uma competição cada vez mais comercializada e afastada do interesse do futebol europeu.

BiMundial

Ficha técnica do ultimo jogo:

12.12.1993 – Tokyo (Japão) – Estádio Nacional de Tóquio
Associazione Calcio MILAN 2 X 3 SÃO PAULO Futebol Clube

ACM: Rossi; Panucci, Baresi, Costacurta e Maldini; Albertini (Orlando, 34’/2), Desailly e Donadoni; Massaro, Papin e Raducioiu (Tassotti, 34’/2). Técnico: Fabio Capello.
Gols: Massaro, 3’/2; Papin, 35’/2

SPFC: Zetti; Cafu, Válber, Ronaldão (capitão) e André Luiz; Doriva, Dinho, Toninho Cerezo e Leonardo; Palhinha (Juninho, 19’/2) e Müller. Técnico: Telê Santana.
Gols: Palhinha, 19’/1; Toninho Cerezo, 14’/2; Müller, 41’/2

Árbitro: Joël Quinou (França)
Assistente 1: Park Hae Yong (Coréia do Sul)
Assistente 2: Yamaguchi Morihisa (Japão)
Público: 52.275 pagantes.

O jogo tinha muitos ingredientes para  ser tenso… Era muita coisa em jogo, muito a perder… Uma final de Mundial de Clubes que após a vitória do São Paulo em 1992 era febre entre os Brasileiros, e se perdesse? Quando voltaríamos a disputar? Já não tínhamos Raí, Cerezo que havia fracassado em 1982 junto com Telê daria conta do Recado?, um adversário forte, foi um jogo muito difícil. Assim que a partida começou eu que era fumante na época acendi meu primeiro Malboro e era só o começo… Quando Palhina marcou aos 19 minutos eu já tinha  fumado mais de metade do maço, mas relaxei e “consegui” fumar só um maço no primeiro tempo. Mais tranquilo começo a assistir a ao segundo tempo, mas logo aos três minutos Massaro acabou com minha paz, o que me restava? Fumar… O jogo correu e ficava mais tenso a cada minuto, mas aos 14 novo momento de tranquilidade com o gol de Cerezo, agora era segurar e comemorar… Nada, aos 35 minutos Papin empatou e assim como meu cigarro estava acabando as forças do Tricolor, ja me preparava para os penais, estava conformado e eis que Muller aos 41 minutos marcou, eu acho que foi de bunda, assim como “de bunda” ficou a cara do Baresi, e o Tricolor segurou até o apito final vencendo o poderoso Milan… É Bi-Mundial, Caralho! Essa conquista marcou a despedida do maior treinador de todos os tempos do São Paulo Futebol Clube, Tele Santana, o homem que levou o São Paulo pro Mundo

Vamos assistir à final na narração do saudoso Luciano do Vale:

 

Um abraço a todos e até a próxima semana quando vou falar sobre o tri da Libertadores.


Guine

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