SOBRE AS QUARTAS DA CHAMPIONS, OS CINCO SENTIDOS E ALGO MAIS

Tricolor

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Olá amores, tudo bem com vocês?

 

Que eu (e muitos milhões nesse mundo) piro com a UCL, isso não é segredo para ninguém. Não que assistir a uma partida pelas nossas bandas não seja pra lá de especial, mas a Champions é o tipo de campeonato que faz o coração desta que vos escreve bater mais forte. Para quem acha que é frescura ou modinha, acorda. Acima de tudo, o negócio aqui é paixão por futebol!

 

Champions-League

Se os cinco sentidos são visão, paladar, tato, olfato e audição, então, por meios deles vamos realmente ao que interessa que é bola rolando.

 

Se a visão é um sentido que permite aprimorar a percepção de mundo, Pep Guardiola enxerga muito além, quando se trata de futebol. Disso ninguém duvida.

 

Assim como também, depois do gol relâmpago de Vidal em Munique, todos acreditavam que o Bayern faria um banquete. Doce e palatável engano. Já que se come muito bem em Portugal, o Benfica tratou logo de pôr à mesa todo o futebol do seu menu e segurou os bávaros com faca nos dentes.

 

O Bayern, por filosofia de origem, foi à campo para pressionar. E abriu o placar na primeira jogada, após triangulação pela esquerda. O Benfica, valente, se manteve firme na marcação, sufocou a saída de bola e anulou o jogo lateral dos alemães. Estes ainda esbarraram em noite inspirada do goleiro Ederson.

 

O Benfica, quando teve a posse de bola simplesmente não soube o que fazer com ela. O primeiro tempo foi morno, sem grandes criações. Já no começo da etapa complementar, os portugueses atacaram mais, Jonas teve uma grande oportunidade, mas finalizou mal.

 

Depois disso, o Bayern retomou as rédeas da partida, só que sem sucesso ao tentar encontrar brecha no posicionamento defensivo armado por Rui Vitória. Lewandowski perdeu uma chance clara de aumentar a vantagem. Ficou no quase.

A verdade é que o Bayern errou mais do que de costume e vai encarar a pressão no lindo estádio da Luz. Em minha opinião, nada que os incomode, pois se conhecemos Guardiola, ele fará o time jogar como se estivesse em casa. Os benfiquistas jogam sem Jonas, baita baixa. A aplicação na defesa prevalece, ainda assim deve ser pouco para segurar os comandados do técnico catalão.

 

A Espanha é um país vibrante proporcionalmente à cor vermelha que figura em sua bandeira, aos movimentos das touradas nas arenas e da pegada das dançarinas de flamenco nos tablados. Por falar em pegada, o tato é o sentido responsável por percebermos texturas, temperaturas e pressão.

 

E pressão foi o que sentiu o Barcelona dentro do Camp Nou, mesmo com a surpreendente formação ofensiva de Diego Simeone. Confesso que a atuação, embora me irrite, não me causa tanta estranheza. O Barcelona tem problemas de recomposição da sua defesa e tem jogado na cadência de Messi.

Por mais que tenha outras peças bastante decisivas, quando a Pulga não quer jogo, ele procura o centro do campo e fica insistindo por ali. Taticamente, o Atléti entrou exatamente como o Real Madrid e se aproveitou das linhas adiantadas da marcação do Barça sem pressão. O Barcelona dá liberdade demais para o adversário criar e avançar. Pagou o preço. Koke em passe magistral tocou para Fernando Torres inaugurar o placar.

 

Fez um gol e foi expulso. Sim, reconheço que o juiz não teve critério nenhum e poderia ter expulsado do lado de lá também. Aos hatters, o choro é livre. A qualidade do Barcelona passa longe de depender de arbitragem como certos times por aí.

 

No entanto, longe de ser brilhante, fez um segundo tempo de fazer morrer o culé mais forte e transformou em gols (poderia ter feito mais) de uma vitória suada que não convenceu ninguém.

 

A diferença da derrota para os merengues é que no sábado, o time parecia de ressaca e na terça, correu pelo resultado. E é isso que queremos. A vida será dura no Calderón e todo cuidado será pouco.

 

Pouco foi o que fez o Real Madrid na Alemanha. Depois da vitória contra o Barça no último sábado, obviamente o time merengue seguiu muito confiante para encarar o Wolfsburg em jogo, no qual os especialistas previamente apontavam como monótono. Porém, sabemos que quando é pra valer, qualquer teoria cai por terra.

 

A leitura do jogo é que o Real mais pressionou que criou e mereceu a derrota. O destaque do jogo ficou por conta de Bruno Henrique, o ex-jogador do Goiás que hoje tem o mérito de ter ajudado o seu time a vencer e dar passos largos à uma classificação de sonhos. A história no Santiago Bernabéu será completamente outra, mas esse resultado na Alemanha ninguém tira do Wolsfburg.

 

Voltando aos sentidos, não falamos do olfato e da audição. Quando se fala em perfume não tem como não pensar na França, assim como, quando se fala em música não tem como não lembrar das bandas inglesas.

 

Ainda que dessa vez, ambos tenham decepcionado, porque confesso a vocês que esperava mais do jogo entre PSG e City. A partida foi bem movimentada, mas só boa intenção não foi suficiente, os times abusaram de tantos erros e nem tantas novidades, como mais uma apresentação medonha de David Luiz que vai beneficiar o time com a sua ausência no jogo de volta.

 

Discordo de quem diz que Ibra amarelou, o sueco participou demais chamando a responsabilidade para si, como sempre. O fato é que os dois gols fora de casa foram excelentes ao City que leva para casa a vantagem, onde tem apresentado boas performances e a baixa de Matuidi ao PSG fará diferença. Mesmo assim, decisão aberta.

 

Pra fechar, eu não poderia deixar de comentar do sexto sentido. Sim, aquele que toda mulher tem que é a intuição. A minha é daquelas que tem vontade própria e no caso, depois do massacre do São Paulo em cima do Trujillanos fica a torcida em confiar que foi dado um primeiro passo rumo à uma nova postura.

 

Porque, iludidos ou não, é inegável que o time nos mostrou outra atitude. Atitude esta que representa o São Paulo e que se for mantida devolverá o time às suas origens.

 

Um beijão e até a próxima,

 

Pri

 

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