SOBRE CHUVEIRINHOS E BANHO DE ÁGUA FRIA

Tricolor

Aguirre é nosso técnico até o fim do ano e defender troca de treinador nesse momento é uma estupidez absurda. Compará-lo aos treinadores passados também é injusto, visto que nosso time tem problemas sérios físicos, extracampo e de oscilações anímicas. A diferença de postura do SPFC com o uruguaio é grande, o time é mais aguerrido, marca mais e se esforça nas partidas. Mérito exclusivo do técnico.

Mas também não vou deixar de comentar os equívocos recorrentes que vem acontecendo. O primeiro é sobre a consolidação do time e o famoso rodízio, entendo que clube nenhum tem apenas 11 titulares ou uma escalação pré-definida, mas o que nos diferencia é que não temos um sistema tático. O jogo com três zagueiros é bem diferente do que com uma linha de quatro, jogar com alas ou laterais, etc. O entrosamento fica mais difícil, dado as diferenças de posicionamento do time.

O segundo ponto é consequência do primeiro. Com a dificuldade de se postar em campo resta apenas os “chuveirinhos” como opção de ataque no black out criativo da equipe. Por sorte, perdão, mais competência de Diego Souza do que sorte, o gol saiu de um desses inúmeros cruzamentos no jogo contra o Santos.

Os mais antigos se lembram de fases horrorosas do SPFC, quando vivíamos dependentes deste tipo de jogada, na grande maioria das vezes, inócua e da falta de criatividade do meio-campo. No entanto, hoje temos um elenco muito competitivo com Diego Souza voltando a jogar bem graças a melhora no preparo físico. Contamos com laterais mais confiáveis, o que era um problema crônico. Temos Zagueiros em ótima fase e opções positivas como Éverton, Lucas Fernandes e Liziero, além do belo futebol de Nenê.

Essa situação de consolidação da equipe passa pela filosofia do técnico. Se vamos sofrer nos jogos, mas garantindo o resultado, que assim seja. Mas o potencial do elenco é maior que o futebol apresentado e podemos ser mais incisivos do que retranqueiros. O tempo está ao nosso favor e que Aguirre o utilize com sabedoria.

Seria um banho de água fria ver essa oportunidade da pausa pela Copa do Mundo não servir para trazer esse tão necessário entrosamento entre meio-campo e ataque. Aguirre tem conhecimento técnico, um bom elenco e apoio da diretoria para tanto, só depende dele.

Boa quarta-feira a todos,

Zé Luiz,

 

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