A TORCIDA PLANEJANDO O FUTURO DO SPFC

 

O ano praticamente acabou para o São Paulo logo após a eliminação para o Defensa y Justicia na Copa Sul Americana. Sobrou a luta inglória para se livrar de um rebaixamento inédito e estamos ainda, matematicamente, ameaçados na rodada 36. Se somarmos fatores como qualidade do time, variáveis táticas do treinador e gestão do departamento de futebol, praticamente ocorreu um milagre e não foi, desta vez, que fomos rebaixados.

Mas o que o torcedor médio pode fazer, para mudar esse cenário? Desabafos nas Redes Sociais, abaixo-assinados, xingar dirigente em restaurante ou shopping center? Pois o modelo político do clube é centralizador, corporativo e elitista; e não dá espaço nem mesmo para o Sócio Torcedor ter a possibilidade de participar de pequenas decisões internas do

Observem que sim, podemos fazer muito. Todo clube precisa de dinheiro para se manter, precisa de patrocínio para se capitalizar e precisa de audiência na TV para receber os melhores quinhões da televisão. Este ano, na iminência clara de um rebaixamento o torcedor São Paulino compareceu, incentivou e carregou nas costas um time bizarro, cheio de improvisações, cabeças de bagre e jogadores de empresário fazendo vitrine. E, mesmo assim, vamos nos salvar.

Mas em 2018 a história não pode ser a mesma. As maracutaias iniciadas na gestão JJ, como o terceiro mandato, por exemplo, criaram mais do que um modelo vitalício desse atual grupo, criaram também um meio de vida remunerando como profissionais, pessoas explicitamente amadoras.

Por isso o torcedor tem a possibilidade real de fazer a diferença em 2018, caso se organize. A pressão econômica é a única possibilidade de interferência do torcedor médio num clube totalitarista como o SPFC. Se o objetivo for a renovação da diretoria, a participação do sócio torcedor e a transparência da gestão, estes devem ser exigidos através de campanhas nas redes sociais e a partir daí começam as ações reais.

A primeira seria o esvaziamento dos jogos. A presença massiva da torcida apoia indiretamente a diretoria. Mesmo com preços baixos eles utilizam essa “estratégia” para agradar incautos.

A segunda seria boicotar as marcas que patrocinam o clube. Patrocinadores querem retorno publicitário e de vendas de seus investimentos. Não querem estar associados a campanhas anticonsumo. Isso fecharia outra torneira dos maus gestores.

E por último e mais difícil, não assistir aos jogos pela TV. A diminuição da audiência é letal para as pretensões dos maus gestores, pois ficam mais fragilizados na CBF e Globo.

Faço todas as vênias para que isso nem precise ocorrer. Apesar de duvidar muito que a atual diretoria tenha qualquer compromisso com transparência e excelência em gestão, burros eles não são. Um braço de ferro com a torcida vai ser péssimo para seus interesses. No entanto, creio que devemos explicitar que a torcida saberá o que fazer, caso nada mude.

 

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Sobre José Luiz Loureiro 16 Artigos
Zé Luiz, 48 anos, Gerente de Vendas e Distribuição. São Paulo-SP