WILL GRIGG’S ON FIRE – HISTÓRIAS DA EURO 2016

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Olá amores, tudo bem com vocês?

 

Confesso que não tem sido fácil acompanhar a Euro, não é possível ver e ler tudo, mas a verdade é que quando a paixão fala mais alto, a gente dá um jeitinho. Então, vem comigo!

 

Na semana passada comentei que esperava que a Bélgica mostrasse serviço e: Voilà! Que a seleção belga é talentosa, isso é indiscutível e que precisava de uma apresentação convincente também. A defesa irlandesa resistiu bravamente. Mas, cedeu e finalmente tivemos a Bélgica de Lukaku, Carrasco, Hazard e De Bruyne, este último, o melhor na opinião dessa que vos escreve.

Não foi um jogo brilhante, mas foi o suficiente para afastar os primeiros sintomas de provável zebra. A Irlanda, em desvantagem, saiu para o jogo e a Bélgica foi paciente para matar o jogo e correr para o abraço, exatamente como fez contra a Suécia de Ibra, que deixará saudades em sua seleção.

 

Se diante da República Tcheca, a Fúria teve a genialidade de Iniesta a serviço, contra a Croácia foi pega no contrapé, especialmente por suas falhas defensivas absurdas. Era um jogo muito esperado e prometia grande qualidade técnica. E o reiterado domínio de posse de bola espanhol não valeu de nada.

Em um time que se tem Iniesta, Fàbregas e David Silva, é uma brincadeira de mau gosto deixar Sérgio Ramos bater pênalti. Deu no que deu. A Croácia, mesmo desfalcada de Modric e Mandzukic, seus principais jogadores, aproveitou para explorar as falhas do adversário.

A Espanha abriu o placar rápido e como todo time que tem vantagem, foi recuando e gradativamente deixando os croatas jogarem e na reta final do jogo, se entregou à virada. Que aprenda com os erros, porque não terá vida fácil.

 

Por falar nisso, a dona da casa poupou esforços diante da Suíça. Ambos os times classificados protagonizaram uma partida sem graça, de dar dó. O que chamo atenção é que a minha favorita ao título ainda não convenceu. Veremos se corresponderá realmente quando for exigida.

 

O País de Gales sediará no ano que vem, no estádio de Cardiff, a finalíssima da Champions League, na qual espero estar presente. Enquanto isso, a sua seleção liderada por Gareth Bale, também estreante em Eurocopa simplesmente fez o que quis da Rússia. E tem motivos para celebrar a campanha. Dependendo do confronto que tiver, cabe o sonho de avançar mais.

 

Já a Rússia, se pretende mostrar algo como anfitriã da Copa de 2018 terá que arregaçar as mangas e ainda assim, a realidade talvez não permitirá grande coisa.

 

E o English Team de Roy Hodgson jogou contra a Eslováquia sem lá muitas exigências para se classificar. Esse também foi um caso em que as equipes já estavam mais próximas da fase seguinte.

O time inglês até que pressionou, sem muita criatividade diante de um adversário com o regulamento em punho. Vardy e Sturridge ocuparam o ataque titular e os eslovacos trataram de popular a área central.

Justamente por isso, o jogo da Inglaterra se deu pelas laterais e os ataques foram minguando. E a fotografia foi essa, Inglaterra atacando sem perigo, Eslováquia defendendo com firmeza. Pela qualidade dos jogadores, dá para se esperar mais.

 

De quem sempre se espera, é da Alemanha. E geralmente, o time corresponde. O meu destaque vai para Toni Kroos. Se o time alemão tem como premissa a qualidade técnica, o jogador do Real Madrid, em minha opinião, é a peça atual mais importante.

A seleção de Löw está engrenando e se impõe frente aos seus adversários com poder de decisão. Certamente, a fase de Kroos contribuirá muito diante dos grandes desafios que estão chegando.

 

Muito se discute de a Euro contar com a participação de 24 seleções. Contudo, isso também pode render novas histórias para contar. E a da seleção da Albânia é uma delas. Por muito tempo, esse time ficou à margem.

Porém, nos últimos anos, a história ganhou outro sentido e a atual geração conquistou vitórias significativas frente às potências França e Portugal, bem como se classificou pela primeira vez para a Euro. Ainda não chega com força para avançar na competição, mas certamente a vitória contra a Romênia em Lyon ficará na memória afetiva de seus torcedores.

 

Assim como o empate com a Hungria, em jogo de seis gols, tão cedo não será esquecido por Portugal. Cristiano Ronaldo é craque, indiscutivelmente. Então, para você que continua discutindo e o comparando com esse ou aquele, sossegue e aprecie o futebol.

 

Para fechar, eu não poderia deixar de comentar sobre a torcida da Islândia. Para quem não sabe, parte desses torcedores chegaram ao sul da França no último voo oficial do Ed Force One, o avião da nossa amada e mítica banda Iron Maiden, e protagonizaram junto com a torcida da Hungria uma cena de arrepiar, no lindo estádio Vélodrome em Marselha.

Durante os 15 primeiros minutos da etapa inicial cantaram juntos e foi legal demais de ver. Assim como também foi legal demais ouvir o canto da torcida da Irlanda do Norte que tem dado um show à parte nessa Euro. Não esqueceremos de Will Grigg’s on fire que agora irá com tudo para cima da anfitriã.

https://www.youtube.com/watch?v=dgbomKmBCQE

 

Infelizmente, nem tudo tem sido festa, pois desde o início da competição, cenas horripilantes de brigas têm sido registradas pelo país.

 

Que o futebol prevaleça, assim como as boas histórias para se contar. O mata-mata vem aí e eu… Gosto assim!

 

Um beijão e até a próxima,
Pri

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